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NotŪcia - 17/10/2022 - Sem nome e v√≠tima do quarto da empregada: SP elege 1¬™ dom√©stica na Alesp
17/10/2022 - Sem nome e vítima do quarto da empregada: SP elege 1ª doméstica na Alesp

Ediane Maria, eleita deputada estadual em SP.

No caminho entre a terra natal e S√£o Paulo, ela perdeu o pr√≥prio nome: deixou de ser Ediane Maria para ser apenas aquela que trabalha na casa de algu√©m. Com muito trabalho e poucos direitos, perdeu tamb√©m a liberdade: chegou a ser esquecida presa em casa pelos patr√Ķes e foi, por duas vezes, "v√≠tima do quarto da empregada", como costuma dizer.

Em janeiro, Ediane Maria, 38, passar√° a ocupar uma nova casa: eleita com 175 mil votos pelo PSOL, ser√° a primeira empregada dom√©stica na Assembleia Legislativa de S√£o Paulo (Alesp). O n√ļmero de votos que recebeu √© seis vezes maior do que o tamanho da popula√ß√£o de Floresta, no sert√£o de Pernambuco, onde nasceu.

Aos 18 anos, Ediane cumpriu o destino: tomou um √īnibus em Pernambuco ‚ÄĒ com um pouco de frango e farinha na bagagem ‚ÄĒ para cuidar dos filhos de uma mulher que j√° havia sido patroa da m√£e dela. Jovens migrantes como Ediane desembarcaram suas esperan√ßas na rodovi√°ria do Tiet√™, na zona norte, e nunca mais se viram.

"Cheguei em São Paulo em 2002, com apenas uma mochila", lembra. Na época, achava que seria professora, mas a conclusão dos estudos, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), só veio 15 anos depois.

"Encontrei um quarto da empregada. Minhas amizades se restringiam √†s meninas que trabalhavam no pr√©dio, ao porteiro, ao motorista de √īnibus", conta. O primeiro registro em carteira foi em 2015.

"A primeira coisa que perdi foi a minha identidade: em Pernambuco, eu era filha de Raimunda, filha de canoeiro, eu era filha de alguém, eu era alguém, tinha nome e todo mundo me chamava pelo nome", diz ela. "Em São Paulo, você é a que trabalha na casa de alguém. A referência é o patrão, não é mais você."
Em um dos empregos que teve, Ediane lembra que, certa vez, os patr√Ķes sa√≠ram para fazer compras e n√£o voltaram mais.

"Fiquei desesperada. Ninguém me ligou, ninguém falou nada. Mandaram os bombeiros para me resgatar", lembra a deputada. "Fui vítima do quarto da empregada." Agora na Alesp, quer colocar em pauta direitos das empregadas domésticas.

"Todo mundo teve ou conhece alguém que é diarista. Mas as pessoas não enxergam como classe trabalhadora", afirma.

Coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ‚ÄĒ que conheceu em 2017 na fila do leite ‚ÄĒ, a deputada tamb√©m pretende apoiar na Alesp pautas ligadas √† moradia e combate √† fome, como as cozinhas solid√°rias.

Preta e moradora da periferia de Santo André, no ABC paulista, ela diz que no início as pessoas até tinham "certa cisma" com a sua candidatura, mas as resistências se dissipam logo, acredita. "A gente vai quebrando tabus.

√Č um corpo negro, imigrante do sert√£o do pernambucano, em espa√ßos da pol√≠tica que n√£o s√£o ocupados por pessoas como n√≥s", diz. "Minha candidatura abre espa√ßo para que mais mulheres negras ousem chegar nesse lugar."

Fonte: uol.com.br
 
 
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