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Notícia - 11/11/2022 - Empregada doméstica que precisou comer restos de ossos para sobreviver...
11/11/2022 - Empregada doméstica que precisou comer restos de ossos para sobreviver...

Empregada doméstica que precisou comer restos de ossos para sobreviver vira juíza (AC).

A educação transformou a vida da baiana Rosilene de Santana Souza, de 38 anos. Após muito estudo, a ex-empregada doméstica foi aprovada em 1º lugar em um concurso público de magistratura e agora vai atuar como juíza em Rio Branco (AC).

Trilhar esse caminho não foi fácil. Rosilene tem guardadas na memória as diversas vezes que sua família chegou a pedir restos de ossos em um açougue para se alimentar quando ela era pequena e de quando dormia na cozinha da casa onde trabalhava, enquanto estudava.

A mais nova juíza dividia o mesmo tênis com a irmã para ir à escola e ficou sem estudar quando tinha 10 anos porque não havia professor na escola da localidade. Com apenas 12 anos, já trabalhava como doméstica para ajudar em casa.

• Em busca do sonho

Aos 19 anos, deixou a casa dos pais no sertão da Bahia, em busca do sonho de estudar Direito, em Colatina (ES). “Foi muito difícil desde o início. Quando cheguei em Colatina, fui trabalhar em casa de família e não consegui fazer faculdade na época porque o valor que eu ganhava não era o suficiente para pagar”, contou Rosilene.

Rosilene, então, decidiu fazer um curso técnico gratuito de edificações que era oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) de Colatina.

Com o curso, ela conseguiu um emprego com remuneração maior e pôde, finalmente, entrar na faculdade de Direito. A bolsa de estudo com desconto na mensalidade ajudou a dar o primeiro passo de uma jornada que não seria fácil.

“Eu trabalhava das 8h às 18h, e estudava das 19h às 22h, então eu só tinha o período até 1 hora da manhã para poder estudar mais e complementar. Foi um período muito difícil”, relatou. A conquista do diploma está eternizada no álbum de formatura que Rosilene guarda desde 2012. Já como advogada, ela abriu um escritório na “Princesinha do Norte” e começou a trabalhar na área. Mas ela queria mais…

Rosilene continuou se dedicando aos estudos e, após mais de 10 concursos públicos, se tornou juíza. Como passou em 1º lugar, ela pode escolher a cidade onde vai trabalhar.

“Ainda não acredito. Acho que a ficha ainda não caiu. Eu ainda não desabei, não chorei. Mas é gratificante olhar para trás e ver que todo o esforço valeu a pena, não foi tudo em vão”, afirma

• A educação salva vidas

E a mensagem que ela deixa é uma só: apenas a educação é capaz de salvar vidas como a sua. “Vemos crianças buscando alimento para tentar sobreviver. Então falar em educação parece tão distante. Eu já passei por isso quando criança. Mas o que eu posso dizer para quem tem a mesma origem que a minha é que acredite.

A educação é a única saída para nós, da nossa origem social, que não temos herança e nem com quem contar. A educação é o caminho que pode salvar vidas, assim como salvou a minha”, concluiu.

Fonte: Notícias Bahia
 
 
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