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NotŪcia - Carregar bab√° de branco a restaurante √© sinal de que voc√™ √© um rico bobo
Carregar babá de branco a restaurante é sinal de que você é um rico bobo




Sempre se soube que sucesso desumaniza. Só gente iniciante não sabe disso. Sucesso é muito bom. Não me entenda mal. Desumaniza porque pode fazer você achar que você é o máximo em tudo, quando o foi apenas em algo em particular, e, às vezes, esse algo é bem banal se tomarmos a totalidade das atividades e experiências humanas.
Mas o sucesso n√£o s√≥ desumaniza, ele pode deixar voc√™ rid√≠culo se voc√™ n√£o perceber que a melhor forma de conviver com o sucesso √© fingir que ele n√£o existe. Pra voc√™ e para os outros. Eu sei que √© dif√≠cil, ent√£o melhor consultar um profissional do ramo. Existem alguns bons por a√≠. Ouvi dizer que existem at√© alguns workshops que ensinam voc√™ a n√£o ser um jovem de sucesso rid√≠culo por causa do pr√≥prio sucesso. L√ļcifer foi o primeiro jovem de sucesso bobo da hist√≥ria. E acabou ficando com o por√£o.
Quando o sucesso atinge você muito cedo na vida, a chance de você virar uma besta arrogante é enorme.
A juventude j√° √© "um sucesso" em si, apesar de tempor√°rio e condenado √† extin√ß√£o com os anos. Quando associada a dinheiro ganho (ou herdado e ganho), essa tend√™ncia √© refor√ßada. Quando a esse processo √© adicionado o acesso a muita informa√ß√£o, mesmo que picada, superficial, mas abundante, ao simples toque de um r√°pido clique "mobile", voc√™ pode ver diante dos olhos o fen√īmeno t√£o discutido hoje em recursos humanos: jovens que est√£o sempre diminuindo todo ser humano que chegou ali antes dele. O pior √© que tem gente de 60 anos que acha que se humilhando diante deles, dizendo que "o mundo √© dos jovens", receber√° um pouco de miseric√≥rdia. Bobinhos.
Muito disso √© culpa dos pais, como bem mostra a psic√≥loga americana Jean Twenge em sua obra. "Generation Me" e "Narcissism Epidemic", dois de seus t√≠tulos, mostram bem como crian√ßas criadas por pais que sempre as acharam o m√°ximo, e, com o tempo, passaram a invejar a juventude delas (principalmente as m√£es), facilmente se transformam em jovens arrogantes e crentes de que abafam porque foram √† Mong√≥lia nas f√©rias. Essa mo√ßada cresceu achando mesmo que as opini√Ķes que acumulou ao longo dos poucos anos de leitura r√°pida √©, de fato, relevante. Pouca experi√™ncia de vida associada a muito dinheiro e a muita "cultura mobile", pode dar em v√°rias faces rid√≠culas do sucesso.
E quando essa turma tem filhos (se os tem...)? Surgirá a babá de branco em meio aos restaurantes de gente rica. Carregar uma babá de branco para um restaurante é sinal de que você tocou o fundo do poço da babaquice de rico. Vejamos a cena.
E, assim, chegaremos a uma outra face ridícula do sucesso. Essa você vê em restaurantes, clubes e aeroportos. Trata-se desses casais com um filho só que carrega uma babá a tiracolo.
O pai, com aquela cara de quem realmente acredita que tem a mulher na m√£o porque d√° Chanel pra ela aos 35 anos de idade. Um daqueles descritos no par√°grafo acima. Logo descobrir√° o efeito devastador e purificador do t√©dio feminino ‚Äďaquele mesmo que dizem por a√≠ que √© culpa do patriarcalismo.
Risadas?
Ali√°s, o patriarcalismo tamb√©m √© culpado pelo capitalismo, pela polui√ß√£o ambiental, pela Inquisi√ß√£o e pelo fato da gravidade atrair corpos humanos. A m√£e, com aquela dureza advinda de muitas bolsas Chanel e muito t√©dio, controla sua bab√° com um simples olhar a dist√Ęncia.
A bab√°, quase sempre vestida de branco, com aquele rosto cheio de mal-estar e vergonha, tenta fingir que n√£o odeia aquilo tudo. Corre atr√°s do pequeno (mi√ļdo, como diriam nossos irm√£os portugueses) de um lado para o outro, segurando seu iPad.
O pequeno, aluno da Saint Paul ou de uma Waldorf da moda, logo dar√° bolsas Chanel ou se for uma pequena, as ganhar√°.
Mas, mesmo com rosto de mal-estar e vergonha por estar entre "gente rica", nossa babá suporta estoicamente a humilhação da roupa branca que não é de médica. Mas, quando se precisa de dinheiro, se precisa de dinheiro, coisa que em nosso mundo de plástico se esqueceu.
A pergunta é: como alguém não ensina para essa gente brega que não se leva babá pra restaurantes?
Fonte : Folha de SP
 
 
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