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Notícia - 08/04/2026 - Patroa suspeita de agredir domĂ©stica grávida foi presa
08/04/2026 - Patroa suspeita de agredir doméstica grávida foi presa
Patroa suspeita de agredir domĂ©stica grávida foi presa ao parar em posto perto da Secretaria de Segurança no PiauĂ
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos estava na casa de familiares em Teresina, onde passou a ser monitorada pela polĂcia.
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma domĂ©stica grávida de 19 anos, em Paço do Lumiar, na Grande SĂŁo LuĂs, foi presa na manhĂŁ desta quinta-feira (7), em Teresina, no PiauĂ.
De acordo com a Secretaria de Segurança PĂşblica do PiauĂ (SSP-PI), Carolina estava hospedada na casa de um familiar na capital. Ela estava sendo monitorada pela PolĂcia Civil e foi localizada apĂłs parar em um posto de gasolina no bairro SĂŁo CristĂłvĂŁo, nas proximidades da Secretaria de Segurança PĂşblica.
Segundo a defesa, Carolina estava no Piauà porque tem um filho de 6 anos e não tinha familiares no Maranhão com quem pudesse deixar a criança. Por isso, teria levado o menino para ficar sob os cuidados de pessoas de confiança em Teresina. A defesa ainda afirmou que Carolina não tem interesse em se omitir.
A Justiça do MaranhĂŁo havia decretado, nesta quinta, a prisĂŁo preventiva da empresária, apĂłs pedido da PolĂcia Civil. Na quarta-feira (6), equipes da polĂcia foram Ă casa de Carolina Sthela para intimá-la a prestar depoimento, mas ela nĂŁo foi encontrada. No local, havia apenas uma funcionária que, segundo a polĂcia, foi chamada Ă s pressas para assumir o serviço.
AlĂ©m da empresária, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participar das agressões contra uma domĂ©stica grávida de 19 anos, se entregou Ă polĂcia nesta quinta-feira (7).
A TV Mirante teve acesso exclusivo aos áudios da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir uma empregada domĂ©stica no Ăşltimo dia 17 de abril, na casa onde a vĂtima trabalhava no municĂpio de Paço do Lumiar, na Grande SĂŁo LuĂs.
Em um dos áudios, Carolina Sthela chega a dizer que a vĂtima era para ter ficado com mais hematomas e "nĂŁo era pra ter saĂdo viva" (ouça os áudios no vĂdeo abaixo).
O caso passou a ser investigado apĂłs a vĂtima ter procurado a polĂcia para denunciar as agressões. A jovem de 19 anos contou ter levado puxões de cabelo, socos e murros e ainda ter sido derrubada no chĂŁo. Durante os ataques, tentou ela descreveu ter focado em tentar proteger a barriga, pois está grávida de cinco meses.
Ainda de acordo com o depoimento, a ex-patroa a acusou de ter roubado uma joia e passou horas procurando o objeto. O anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas sujas dentro da casa.
Mesmo apĂłs a joia ser localizada, as agressões continuaram, segundo a vĂtima. Ela afirmou ainda que, em determinado momento, foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse Ă polĂcia o que havia acontecido.
“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam", disse a jovem.
No depoimento, a jovem relatou ainda que um homem, identificado como o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, participou das agressões. Segundo ela, o suspeito foi até a casa para pressioná-la com violência.
Procurada pelo g1, a empresária Carolina Sthela afirmou, por meio de nota, que colabora com as investigações e que apresentará sua versão no momento oportuno. Ela também declarou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado.
Font: G1
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