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Notícia - 18/01/2013 - Brasil é o país com mais domésticas
18/01/2013 - Brasil é o país com mais domésticas

Dados da OIT apontam 7,2 milhões, para um total de 52,6 milhões em 117 países.

O Brasil tem o maior número de empregadas domésticas do mundo e, apesar do avanço nas condições de trabalho, elas continuam recebendo menos da metade da média salarial e expostas a condições precárias. Dados divulgados ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam 7,2 milhões de domésticas no Brasil, uma a cada oito no total de 117 países.

Segundo a OIT, pelo menos 52,6 milhões de pessoas estariam trabalhando como domésticas no mundo, no que seria o primeiro esforço da entidade em calcular o segmento. Dessas, 83% são mulheres. O número não inclui as 7,5 milhões de crianças abaixo de 15 anos que também atuam como domésticas.

A OIT admite que o número real deve ser "significativamente maior" e informa que os dados foram coletados com base no que cada país classifica como emprego doméstico, com anos de referência diferentes para cada informação. Mas, apesar de todas as limitações metodológicas e da dificuldade em comparar dados, a OIT estima que o Brasil tem o maior número mundial.

O País também seria "de longe" o mercado com maior número de empregadas na América Latina. Em termos regionais, a Ásia é a líder no número de domésticas, com 41% das trabalhadoras do mundo. Na América Latina, elas representam 37% do total.

Em 15 anos, mais 19 milhões de pessoas passaram a trabalhar como domésticas no mundo, um aumento de 58%. No Brasil, houve um salto de 5,1 milhões em 1995 para 7,2 milhões em 2009, último ano com dados disponíveis.

Mas o segmento é também reflexo dos problemas sociais. Desses trabalhadores, 93% são mulheres. No País, uma a cada seis mulheres trabalha como doméstica. E uma a cada cinco mulheres negras trabalhando no Brasil é empregada doméstica.

"A desigualdade social explica em boa parte esses números", diz ao Estado a vice-diretora geral da OIT, Sandra Polaski. "Existem famílias com renda suficiente para pagar por esses serviços, enquanto também existem pessoas dispostas a trabalhar por esses salários e nessas condições." Na Europa, com população superior à brasileira, o número de empregadas é bem inferior.

Apesar de liderar, o Brasil é citado pela OIT como exemplo de país que começa a adotar medidas para lidar com a situação. Segundo o levantamento, domésticas no Brasil trabalham em média 36 horas por semana, padrão mais próximo da Europa que de países como Arábia Saudita, Catar e Malásia, com mais de 60 horas de trabalho por semana.

Entre 2003 e 2011, o salário média de domésticas no País passou de R$ 333 para R$ 489, um aumento de 47%, ante a média de 20% nos demais salários. A OIT destaca que, no Brasil, empregadas têm direito a 120 dias de licença-maternidade. Um obstáculo é a informalidade. Cerca de 30% têm carteira assinada. Em 1993, eram apenas 18%.

Criei 6 filhos como empregada

Na infância, com apenas 11 anos, ela trabalhou no interior de São Paulo na roça cortando cana-de-açúcar e colhendo arroz. Também trabalhou em uma olaria produzindo tijolos e telhas.

Aos 15 anos, deixou a cidade de Rio Claro e mudou-se para a Capital para trabalhar como babá. Hoje, aos 59 anos, Adelina Aparecida Caperuzzo, descendente de italianos, orgulha-se da sua profissão de empregada doméstica.

Dados da Organização Internacional do Trabalho mostram que o Brasil tem o maior número de empregadas domésticas registradas do mundo - são 7,2 milhões.

"Criei e eduquei seis filhos trabalhando de empregada", conta, satisfeita com o salário de R$ 1.600 para trabalhar das 11 às 19 horas de segunda a sábado.

A desvantagem para Adelina são os gastos com transporte. Ela mora em Embu das Artes e no trajeto diário de ida e volta do trabalho gasta mensalmente R$ 350.

Adelina conta que começou a trabalhar como doméstica por necessidade, quando o falecido marido, vigia noturno, adoeceu.

"Hoje os salários são melhores, pois está mais difícil encontrar empregada", conta Adelina, que está completando 20 anos com a mesma patroa, no bairro da Pompéia, zona oeste da capital paulista.

"Se as patroas não aumentam o salário, as empregadas saem para trabalhar no comércio ou na indústria", comenta a doméstica.

Satisfeita, conta que uma das filhas formou-se em Administração de Empresas. Outras filhas trabalham como escriturária e atendente de comércio. Um filho é pintor de automóveis e só uma trabalha como diarista.

Fonte: Estadão
 
 
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